Voando baixo e sonhando alto

21 08 2008

Com a espetacular marca de seis jogos e seis vitórias consecutivas no Brasileirão, o Botafogo já alcança a terceira melhor colocação da tabela. Após a vitória sobre o Cruzeiro, adversário direto na luta pelas primeiras posições no campeonato, o Bota alcançou o terceiro lugar ultrapassando o Palmeiras em saldo de gols, e está à apenas dois pontos dos mineiros. O jogo não foi lá uma maravilha de apresentação, de ambos os lados via-se uma certa apatia no primeiro tempo. Na segunda metade da peleja, o Bota veio pra sufocar a raposa mineira, que, atabalhoada, acabou perdendo um homem aos 24 minutos e logo após sofreu um gol de pênalti (duvidoso?), cobrado por Lúcio Flávio.

No próximo domingo o glorioso enfrenta o Vasco, no maraca, podendo com isso ultrapassar o Cruzeiro, dependendo dos resultados da rodada. É o Fogão sonhando alto e voando baixo nesse segundo turno do Brasileirão.

A torcida é outra que parece estar de bem com o futebol, comparecendo sempre em grande número ao Engenhão, ela apóia, reclama, xinga, resumindo, faz tudo que um torcedor deve fazer na arquibancada.

É isso aí fogão, se Deus quiser, daqui pra frente só teremos o que comemorar, e zuar os outros times cariocas que não se encontram na mesma situação, por que afinal, futebol é futebol e vice-versa.

Rodrigo Santos

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Ahh, Edmundo!

30 05 2008

Eu pedi que não faltasse vontade, garra e determinação ao time do vasco no difícil jogo contra o sport. E não faltou. Fiquei feliz de ir a São Januário e ver mais que um estádio lotado e fervendo como de costume – e a torcida mais bonita do que nunca. Vi um time que se dedicou até o último minuto em busca de reverter o placar do jogo anterior.

O Vasco não fez uma de suas melhores partidas tecnicamente, mas na base do empenho conseguiu fazer um gol aos 19 do segundo e outro já nos acréscimos. Não pude deixar de lembrar que escrevi na terça-feira que o jogo Flu x São paulo deveria servir de exemplo para o Vasco. O segundo gol- do Edmundo- foi suado e saiu no finalzinho, assim como o de Washington; o primeiro-do Leandro amaral- deu esperança assim como o de Dodô. A diferença é que o gol no sufoco, do vasco, não foi o da classificação.

Infelizmente, o gol do animal apenas adiou a eliminação. Logo no primeiro pênalti ele mesmo isolou a bola. Ninguém mais perdeu e o Sport, com muito mérito, se classificou pra final. Apesar de achar que pênalti não é loteria, mas sim competência (que sempre faltou ao animal pra cobrar pênaltis), sai orgulhoso de São Januário. O Vasco lutou muito e – infelizmente- foi eliminado por incompetência de um único jogador. Talvez se não fosse o Edmundo o Vasco não teria chegado ao empate no final, talvez nem a semifinal. Mas ele errou quando não podia errar! Não estou sacrificando ele, só o culpando pela derrota, o que é bem diferente e pra mim não é nada demais. Os jogadores estão ali pra isso e errar faz parte. Os torcedores que têm a mania de considerar a pior pessoa do mundo o cara responsável pela derrota. E ele não é. Também não seria a melhor pessoa do mundo caso fosse o principal responsável pela vitória.

Continuo o considerando ídolo, craque e tudo mais, mas espero que ele bote na cabeça que pênalti não é pra ele. Isso não é um grande problema, apenas uma limitação. Têm muitos jogadores que não fazem a metade do que ele faz mas batem pênalti melhor do que ele. Espero que o grito desse último ano de carreira (pelo menos ele disse que é ) seja o “Ahhh, eh Edmundo!” de exaltação, não o “Ahh, Edmundo” de lamentação.

Mas enfim, estaria com vergonha se meu time não tivesse lutado da maneira que lutou, se tivesse levado um 3×0 do sport em São Januário. Perder faz parte do futebol, assim como vencer. A grande questão não é perder ou vencer, mas sim como perder ou vencer. Estou mais orgulhoso da derrota do meu time do que estaria caso ele tivesse vencido com um erro descarado a seu favor. Garanto que os tricolores estariam muito orgulhosos mesmo se o Washington não tivesse feito aquele gol. Parece que parte da torcida vascaína concorda comigo, tanto é que os aplausos foram maiores que as vaias ao fim da partida. Vida que segue.

“Sou vascaíno e o sentimento não pode parar”

Saudações Vascaínas!

E boa sorte ao Flu na Libertadores.