Jeantes tarde do que nunca.

1 06 2008

Jean entra no 2º tempo e muda a partida da tarde de sábado.

Depois de ser eliminado pelo Sport, nos pênaltis, na semifinal da Copa do Brasil o Vasco demonstrou poder de reação e venceu o Grêmio por 2×1 em São Januário. Jogo válido pela 4ª rodada do brasileirão . Reinaldo marcou para os gaúchos e Jean (duas vezes) para os cariocas.

O time vascaíno precisou de muita superação para vencer a partida. Antes mesmo de seu início o vasco já deveria superar algo: o jogo do Sport e toda a trama envolvendo Edmundo, craque do time, nessa semana.

Após o apito inicial do árbitro o vasco se mortrou um time completamente sem rumo em campo. O Grêmio conseguia envolver facilmente a defesa adversária, que por sua vez, batia cabeça e se complicava sozinha. Resultado: aos 30 min Paulo Sérgio cruzou da direita e o zagueiro luisão só assistiu a Reinaldo cabecear com precisão no canto esquerdo de Tiago. O vasco ainda ameaçou uma vez outra em contra ataques, mas nada que assustasse o defensor da meta gremista.

como se já não bastasse o trauma da Copa do Brasil o Vasco precisaria superar o Grêmio em campo e virar a partida. Além disso, ainda haveria de aguentar as vaias da torcida.

No intervalo Antônio Lopes colocou Jean (como sempre), no lugar do apagado Morais. Quando o problema é superação ninguém melhor do que Jean para resolver. Com velocidade e muita vontade, Jean sempre entra pra dar aquele ânimo a mais à equipe. Mais uma vez ele conseguiu com que o Vasco mudasse de postura. O time da colina partiu pra cima com tudo em busca da virada.

Porém, dessa vez Jean fez mais do que motivar o time à partir pra cima: Logo aos 6 minutos do 2º tempo Leandro Bonfim dividiu com o zagueiro, a bola sobrou na entrada da área e Jean (que não é conhecido por boas finalizações) acertou um tirambaço no canto esquerdo do goleiro Vitor. Esse foi o primeiro gol sofrido pela boa defesa do Grêmio no campeonato.

Jean – e seus comandados – continuaram na missão de conseguir mais uma virada na história cruzmaltina. Até que aos 30 minutos Wagner diniz o presenteou pela vontade em campo. O lateral direito avançou pelo flanco e chegou a linha de fundo, próximo a área. Tocou para o atacante que, do meio da área, teve que finalizar duas vezes até botar a bola no fundo da rede.

Mais uma vez o vasco demonstrou porque é o “time da virada” e como possuir um Caldeirão é importante, até mesmo quando ele não está pegando fogo.

O vasco agora tem 7 pontos no campeonato e alcançou a 3ª posição, pelo menos até o início dos jogos desse domingo.

Após a partida Jean declarou que busca, desde o início da temporada, o status de titular da equipe vascaína. Quando entra costuma mudar o panorama da partida, ainda que nem sempre com gols. Quando Edmundo e Leandro Amaral estiverem aptos a jogar dificilmente Jean começara a partida.

Excluindo os dois, Jean é o atacante vascaíno melhor capacitado no momento. Mas acho que há algo que não faz muito sentido no futebol brasileiro: Atletas que começam jogando são definidos como titulares ; os que não começam, como reservas. A questão não é tão simples assim.

Tomo jean como exemplo, ele costuma render mais quando entra no segundo tempo do que quando começa jogando, no entanto ele é muito mais importante pro vasco do que Alex Teixeira ou Alan Kardec, que costumam começar jogando.

Um time não deve ser só 11 jogadores, mas sim o grupo todo. Como lopes mesmo disse, Jean é o 12º jogador vascaíno. Portanto, faz parte do esquema vascaíno Jean entrar na segunda etapa, não é uma questão de ser titular ou reserva, de ser pior que quem começa jogando. Tanto é, que muitos jogadores entram no decorrer de partidas e se tornam mais importantes que os “titulares”.

Mas isso já está inserido no futebol brasileiro, é uma questão de cultura. Na Europa os jogadores não costumam ser taxados de titulares ou reservas, e os técnicos começam com um ou outro jogando de acordo com a necessidade de cada jogo.

Acho que esse é um exemplo do que se deve copiar da Europa, não o formato de campeonato. mas, tudo bem, eu tenho consciência de as opções nos elencos brasileiros não são boas o suficientes para que haja esse tipo de rotação no plantel.

Saudações vascaínas!

Guilherme de Aelncar