A Regra é Escura

10 06 2008

No último Domingo o Vasco perdeu para o Cruzeiro por 1×0 no Mineirão. O gol foi marcado por charles aos 26 do segundo tempo. O time mineiro está empatado com o flamengo com 13 pontos, na liderança. Os cruzmaltinos permanecem com 7.

O Cruzeiro jogou sempre no ataque e teve algumas oportunidades de marcar, o Vasco só se preocupou em defender. Por isso, podes considerar justo o resultado.

Mas, como todos sabem, no futebol não existe justiça e se não fosse um erro (ou não) da arbitragem o Vasco provavelmente teria voltado de Minas com um ponto na bagagem.

Aos 26 minutos do segundo tempo, depois de Tiago ter feito defesas difíceis-inclusive em um pênalti batido por Guilherme – o árbitro Wilson de  Souza Mendonça resolveu complicar a partida. Wagner, camisa 10 da raposa, de chute fraco de longe e o goleiro vascaíno amorteceu a bola com a mão, deixando-a no chão. Esperou o time sair por alguns segundos e pegou a bola do chão, quando, para sua surpresa, o juiz apitou, marcando tiro livre indireto da entrada da pequena área.

O time mineiro ensaiou bem a jogada e, com todos os jogadores vascaínos dentro da área, Charles achou um espaço no canto direito.

O lance que resultou no gol da vitória é um dos mais polêmicos dos últimos tempos, tanto é que o próprio juiz não sabia dizer o que havia marcado, ao término da partida. Por fim, através da opinião de vários árbitros e do presidente da comissão de arbitragem chegou-se a conclusão de que a infração teria sido maracada pelo goleiro ter encostado a mão na bola e depois tê-la pego de novo.

Basicamente, a regra diz que o goleiro só pode fazer isso quando realiza uma defesa, e no caso Tiago não defendeu a bola, apenas a escorou. Isso quer dizer que fica a cargo do árbitro julgar se o goleiro fez uma defesa ou não.

Lances como esse acontecem em todos os jogos e nenhum juiz marca. simplesmente porque não há necessidade. Não é um lance capaz de mudar o jogo e nem de cera pode ser chamado, já que o goleiro esperou o time sair e já iria repor a bola. Tudo isso em 6 segundos. Na verdade, suspeito que o juiz achou que a bola teria sido recuada para o goleiro, por isso acabou não dizendo o que tinha maracado. Depois do jogo – e de algumas ligações que provavelmente o salvaram – ele deu a sorte de haver uma regra (sem nexo, por sinal) que se encaixava na lambança cometida por ele. Aposto que lances iguais já passaram por ele sem serem percebidos, e se bobear, nesse mesmo jogo.

Enfim, esse lance mostrou como não é clara a regra do futebol. Cada dia mais o jogo está sendo decidido segundo a interpretação do árbitro, a ponto de agora eles decidirem também se o goleiro defendeu ou não a bola. Acho que as regras deveriam ser mais bem definidas, assim os erros de arbitragem poderiam diminuir.

Se o texto ficou confuso, me desculpe, mas foi apenas pra ser coerente com a arbitragem de Wilson Souza de Mendonça.

Saudações Vascaínas!

Guilherme de Alencar

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Poupar ou não?

13 05 2008

  finalmente pude postar aqui, espero que seja o primeiro de muitos posts, e que os leitores opinem. Então vamos lá! 

  Uma questão que tem estado muito presente nas rodas de discussão sobre futebol – na TV ou no boteco ali da esquina – é a decisão de alguns treinadores de pouparem seus times titulares no campeonato Brasileiro.

  Todo ano, quando o Brasileirão começa, tanto a Copa do Brasil como a Libertadores estão em fase decisiva, por isso, os treinadores dão prioridade a essas competições. Ouvindo a opinião de jornalistas conceituados , de diversos programas esportivos, cheguei a conlusão de que a maioria é contra a escalação de times reservas para poupar jogadores. Eles argumentam que tal atitude prejudica os espetáculos, e que os avanços nas técnicas de preparação física permitem aos atletas jogarem duas vezes por semana sem que haja sacrifício algum. Além disso, Garrincha, Nilton santos, Pelé, Tostão, Rivelino, Zico e muitos outros sempre jogaram três vezes por semana, numa época em que não existiam tantas condições de preparação.

 Do ponto de vista do espetáculo, fica muito claro que o melhor seria os times jogarem com sua força máxima. Porém, para o treinador é difícil escalar o craque do time na primeira partida do campeonato brasileiro, sabendo que três dias depois ocorrerá um jogo de vida ou morte em competição tão importante quanto. Soma-se a isso, o fato de que o Brasileirão terá mais 37 rodadas e terminará em dezembro, e mesmo sendo ruim começar atrás, ainda haverá tempo pra se recuperar.

 O ideal seria ajustar os calendários das competições disputadas pelos clubes brasileiros, enquanto isso não for possível espera-se que pelo menos os técnicos só poupem seus craques em ocasiões especiais.

E não deixem de conferir amanhã a cobertura das rodadas da Copa do Brasil e da Libertadores..até mais!

 Guilherme de Alencar