Recuperando o fôlego

23 05 2008

Me desculpem pela demora desse post, mas sinto que até agora não voltei do Maracanã – gostaria de ter ficado lá comemorando com a torcida mais linda do mundo por horas. Porém, por mais que o tempo físico não tenha me permitido isso, a agonia até o último minuto, a felicidade contida do primeiro gol, a esperançosa do segundo e a explosiva do terceiro serão eternas.

Não farei mais uma das centenas de análises técnicas e táticas que há na imprensa dessa epopéia do único Tricolor brasileiro. Tentarei descrever para vocês o que eu e os demais corações valentes presentes no estádio sentimos quando o exemplo de vida Washington estufou as redes ao apagar das luzes. Por mais impossível que isso seja.

Chego no estádio cedo para ajudar a ensacar o talco que seria jogado horas depois numa linda festa da torcida. Estava ansioso há dias, pois nunca meu time tinha chegado tão longe na maior cometição da América do Sul, mas eu queria mais. Queria que o Flu provasse, não só à imprensa e ao Brasil, que é favorito ao título, mas, principalmente, a si próprio. Uma vitória naquela noite daria uma confiança enorme ao time para a fase seguinte. Um insucesso comprometeria o ano todo.

O Flu entrou a 300 km por hora, do jeito que a torcida queria. No primeiro lance de perigo, Cícero perdeu uma incrível chance. Mas, graças a João de Deus, o primeiro gol saiu cedo, como o time precisava. O resto do primeiro tempo foi um domínio imenso do Tricolor, mas o placar era mínimo ainda. No segundo, Muricy substituiu bem e o São Paulo equilibrou por alguns minutos, e fez seu gol com o nada humilde Adriano(volte para a Itália!). A torcida paulista, coitada, achou que estava tudo resolvido, comemorava como se ainda não restassem quase 20 minutos de jogo. Mas, a bola pune, né, Muricy? Pouco mais de um minuto depois, Dodô empara o jogo numa falha do sempre mediano Rogério Ceni. A partir daí, mais pressão do infernal ataque tricolor, comandado pelo incrível Conca.

O terceiro gol merece um parágrafo especial. Após a expulsão de Joílson, o São Paulo se desarrumou completamente. Chances perdidas se sucedem. Todos na torcida cantam mais para incentivar, mas com um olhar de preocupação constante. Até que sai um escanteio despretencioso para o Fluminense. Ouço atrás de mim “46 minutos!” e entro em desespero. Pensei que no estava com 30 minutos no máximo, mas a tensão me fez perder a total noção de tempo. Aquele lance era decisivo. Levo as mãos ao rosto, quando a bola viaja, Washington cabeceia e torcida explode. Chorei como nunca tinha chorado e vi pessoas ajoelhando, se jogando no chão, correndo para liberar a felicidade de quem sempre acreditou – “Quem espera sempre alcança”.

Como diria meu futuro companheiro de profissão Galvão Bueno: “Haja coração, amigo!”. Mas isso, o Guerreiro Tricolor Washington tem de sobra.

Que venha o Boca!





Vitória na marra!

22 05 2008

Em um jogo onde mais de 30 mil alvinegros compareceram ao Engenhão para prestigiar o glorioso, quando as torcidas que estavam em crise com a diretoria deram trégua as desavenças, numa noite em que o Botafogo daria o primeiro passo em direção a final, o Bota demonstrou raça e garra, mesmo com a torcida estando praticamente apática, sendo superada pela torcida do Corinthians (em menor número).

Com um primeiro tempo sem muita ousadia, o Corinthians abriu o placar aos 22 minutos com Carlos Alberto, numa bobeada geral da equipe carioca e a torcida que já quase não apoiava começou a vaiar. Alguns minutos antes Wellington Paulista havia perdido uma oportunidade senão óbvia, ao menos claríssima de gol, num erro ridículo da zaga corinthiana Wellington apareceu cara á cara com Felipe e desperdiçou uma chance de ouro para sair na frente do placar. O apelido Wellingol já está começando a perder o sentido, a seis jogos sem marcar o atacante já está perdendo a mágica e o prestígio frente a torcida alvinegra.

Perdido em campo o Bota não conseguia encaixar ataques nem contra-ataques, com as peças fundamentais da equipe falhando nos mais básicos fundamentos o glorioso contou com defesas do jovem Renan e com a sorte para não sair com uma desvantagem maior para os vestiários.

No segundo tempo, após conversa nos vestiários, Zé Carlos deu lugar a Fábio que entrou em campo mostrando o que faria pelo resto da etapa complementar, atazanar a defesa do Corinthians. Após tabelinha com Eduardo na entrada da área o baixinho Jorge Henrique, sofreu pênalti de Carlos Alberto e assim deu início a uma partida muito mais emocionante daquela que foi vista no primeiro tempo. Lúcio Flávio, que ficou apagado nos primeiros 45 minutos, bateu magistralmente o pênalti e empatou para o glorioso. Daí pra fernte só deu Botafogo, com a marcação ajustada, o Corintihians não conseguiu mais atacar eficientemente e passou somente a defender e segurar a bola para ganhar tempo. Enquanto isso o Bota era só ataque, Eduardo deu lugar á Adriano Felício, e Wellington Paulista saiu para a entrada de Alexsandro. O Corinthians seguia com o joguinho retrancado e apenas saía nos contra-ataques mas com pouco perigo, aos 43 minutos um escanteio do lado direito do ataque alvinegro, a bola é alçada na área, a zaga corinthiana corta errado e a redonda sobra pra ele, Jorge Henrique, apenas oportunamente empurrá-la para o fundo das redes de Felipe e sacramentar a vitória do Botafogo.

Com atuações no máximo razoáveis Wellington Paulista e Zé carlos foram substituídos. O Bota precisa URGENTEMENTE de um novo atacante e um novo lateral direito pra quando Alessandro estiver suspenso ou machucado (quando não é uma coisa é outra, nunca vi igual!) alguém cobrir o vazio que aparece naquele setor do campo e alguém pra deixar o Wellingol no banco, pra ver se ele volta a fazer gols.

Ficha do jogo

BOTAFOGO 2 x 1 CORINTHIANS
Renan, Renato Silva, André Luís e Eduardo (Adriano Felício); Alessandro, Leandro Guerreiro, Túlio, Lúcio Flávio e Zé Carlos (Fábio); Jorge Henrique e Wellington Paulista (Alexsandro). Felipe, Carlos Alberto, Chicão, William e André Santos; Fabinho, Eduardo Ramos, Diogo Rincón (Acosta) e Lulinha (Fábio Ferreira); Dentinho e Herrera.
Técnico: Cuca. Técnico: Mano Menezes.
Gols: Carlos Alberto, aos 22 minutos do primeiro tempo. Lúcio Flávio, aos nove, e Jorge Henrique, aos 43 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: André Santos, Carlos Alberto, Lulinha, Fábio Ferreira, Fabinho (Corinthians); Wellington Paulista, Jorge Henrique, Alessandro, Túlio (Botafogo). Cartão vermelho: . Público: 30.707 pagantes. Renda: R$ 540.580,00.
Estádio: Engenhão. Data: 20/05/2008. Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS). Auxiliares: Altemir Haussman (Fifa-RS) e Roberto Braatz (Fifa-RS).

E em homenagem ao nosso amigo Fred, parabenizo o Fluminense pela vitória sobre o São Paulo, e tenho que dar o braço a torcer, o jogo de ontem foi sem dúvida o melhor jogo do ano até agora. E deixo uma proposta: Se o Bota for campeão da copa do brasil eu vou pintar meu cabelo de preto e branco! E se o flu for campeão da libertadores o Fred vai pintar o dele de verde, vermelho e branco.

O que você acha Fred?

Rodrigo Santos





Apelação!

19 05 2008

Fonte: Revista Playboy edição maio 2008, digitalizado por Observatório Vascaíno.

Esse artigo apela muito! Se o rapaz somente dissesse que considera o vasco candidato ao rebaixamento e que é um palpite, eu respeitaria. Mas dar o título de “A sérire B te aguarda, Vascão” e ainda dizer que já sabe os 4 rebaixados é absurdo.

O vasco pode ser rebaixado? Nada é impossível, mas acho muito difícil. O clube tem muita força em São Januário; tem uma das melhores duplas de ataque da competição; e times como Atlético-mg e Vitória – que não foram citados como rebaixados no artigo – são muito mais fracos que o cruzmaltino.

O diretor de redação da revista Placar fala que o Romário foi técnico, e que isso pode contribuir pro rebaixamento. como, meu Deus? O baixinho foi técnico em outra competição e sua passagem como comandante da Caravela vascaína não influenciará a campanha no brasileirão!

“Maus resultados”. No carioca o Vasco foi realmente muito mal, mas é semifinalista da Copa do Brasil, algo considerável. Ahh, mas não passou por nenhum time da primeira divisão na competição…mas chegou na semifininal, diferente de outros times da série A que “não serão rebaixados, segundo Sérgio Xavier.

  • Atlético Paranaense foi eliminado pelo Corinthians alagoano; na Arena da Baixada.
  • Grêmio foi eliminado pelo Atlético Goianiense; no Olímpico.
  • Coritiba eliminado pelo São Caetano; no Couto Pereira.
  • Vitória foi eliminado pelo Paraná em pleno Barradão.
  • Figueirense nem se classificou pra Copa do Brasil.

Enfim, o elenco vascaíno é limitado e dificilmente conseguirá algo mais que sul-americana no Brasileirão, mas rebaixamento não é esperado, caso aconteça (tudo é possível no futebol) será uma grande surpresa. O Vasco não entra no campeonato como candidato à série B 2009.

Saudações Vascaínas, Guilherme de Alencar





Que falta faz um goleiro…

18 05 2008

Estou começando a acreditar na velha máxima que “todo bom time começa com um bom goleiro”. A maior carência que o Fluminense tem, já há alguns anos, é no gol. Fernando Henrique titular é um absurdo, um desrespeito com uma camisa que já teve Castilho, Félix e Paulo Victor. A diretoria até tentou mudar esse quadro, contratando o promissor Diego junto ao Atlético Paranaense em 2006 – mas não deu certo, e, mais uma vez, FH volta à sua bisonha titularidade. Nesse ano de Libertadores, tentamos o Felipe, do Corinthians, e Diego Cavalieri do Palmeiras, mas, infelizmente, sem sucesso. Ninguém quer o FH, muito menos a torcida tricolor. Semana passada deu o gol ao Adriano no jogo mais importante da história do Flu até então. Hoje, conseguiu falhar contra o Náutico, mas sobre esse jogo eu comento daqui a algumas linhas. Espero que nesse próximo jogo contra o São Paulo, ele não apronte mais uma das suas.

Chega de Fernando Henrique. Por favor, contratem um goleiro condizente com a história tricolor.

Flu x Náutico – O Flu provou que precisa de reforços para almejar algo no Brasileiro. Contra o Náutico, neste domingo, no Maracanã, o time tricolor foi envolvido do começo ao fim, apesar de ter perdido um penalti(inexistente). O mistão de juniores e reservas foi um desastre, mas serviu para mostrar que Maurício, David e Carlinhos não podem jamais ser opções para o time titular. Ao contrário de Marinho e Alan, que, junto com Tartá, devem ser lançados aos poucos para não se queimarem.

Enfim, quarta-feira tem Fluzão no Maraca! Estarei lá no meio de 80 mil tricolores! Vamos, Fluzão!





A volta do paredão não evitou a derrota

18 05 2008

Em noite inspirada o goleiro alvinegro salvou o Botafogo de ser goleado pelo Cruzeiro, com atuação de gala Catillo fechou o gol e voltou a sentir a coxa no segundo tempo. Com atuações apagadas o Bota levou pouco perigo a meta do goleiro Fábio, que não teve muito trabalho já que os atacantes do Botafogo pareciam não achar o caminho do gol. Wellington Paulista, que começou o campeonato carioca dando a impressão que seria o destaque do ano do futebol brasileiro, chegou a um ponto em que aparenta não mais saber como concluir uma jogada, e as vezes nem sequer dar continuidade as táticas do mestre Cuca. Vamos Wellingol! O Botafogo precisa de você e dos seus gols.

Jogando com um homem a mais desde 15 do segundo tempo quando Túlio Souza, que ainda não mostrou esse ano o mesmo futebol que jogou pelo Coritiba ano passado, foi expulso, o Cruzeiro não conseguiu ampliar a vantagem obtida no primeiro tempo, Guilherme marcou de pênalti aos 11 minutos, e mesmo com o apoio da torcida que compareceu em bom número ao Minerão, não conseguiu marcar o segundo em um Botafogo desorganizado, misto e com um homem a menos. Mérito do guarda-metas Botafoguense Castillo que fez milagres debaixo das traves e tambem quando saía bem do gol. Seguindo somente no brasileirão o Cruzeiro mantém os 100% de aproveitamento na competição e enfrenta o Santos no próximo final de semana.

Carlos Alberto estreou no Botafogo com uma atuação boa, nada de se encher os olhos mas pelo menos jogou bem. Foi substituído por Abedi que entrou apenas para errar passes e numa dessas o Cruzeiro quase marcou o segundo, mas parou nas mãos de Castillo que saiu bem do gol nos pés de Jonathas e amenizou o erro de Abedi.

Pensando agora no Corinthians o Botafogo trabalha pesado em General Severiano. O jogo dessa terça-feira é o primeiro passo para chegar as finais da Copa do Brasil, competição que o Bota nunca conquistou e razão pela qual está poupando seus titulares no Brasileirão. Agora é uma questão de jogar o futebol do início do ano e vencer BEM o Corinthians aqui no Engenhão para ter uma vantagem no jogo de volta em São Paulo.

 

http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM827737-7824-MASCOTE+PERIVALDO+PRONTO+PARA+DAR+FORCA+AO+BOTAFOGO+NO+ENGENHAO,00.html

Botafogo que também conta com a torcida de Perivaldo, mais novo mascote alvinegro. O cachorro que nasceu com uma mancha branca em forma de estrela nas costas esteve no Engenhão contra o Atlético e vai estar no jogo contra o Corinthians, será esse cãozinho a reencarnação de Biriba, o mascote do Bota na década de 40? Outro que vai ver o jogo da arquibancada é o meia Carlos Alberto, que não foi inscrito na competição.

Rodrigo Santos





O Galo virou canja no Engenhão

16 05 2008

Repetindo o feito do ano passado o Botafogo eliminou o Atlético MG jogando aqui no rio, durante uma partida difícil (em alguns momentos, difícil de assistir), o Bota marcou com Wellinton Paulista (ou Zé Carlos, ainda não decidi) no primeiro tempo, e no finzinho da etapa complementar, Alessandro fechou o caixão do pobre galináceo mineiro que não satisfeito em ter levado 6 gols do Cruzeiro na final, sem marcar nem umzinho, ainda foi eliminado pelo Glorioso em pleno ano de comemoração do seu centenário, algo não vai bem nesse galinheiro, Geninho já pediu as contas e a diretoria atleticana concordou com a saída do técnico. Mas seria culpa do Geninho essa série de revéses? Ou seria ele apenas uma parte do problema? O que importa é levantar a cabeça e mirar a ultima possível conquista para esse ano: o Brasileirão. Mas se continuar jogando desse jeito o Galo tem tudo para viver a pior fase dos seus 100 anos de existência.

Em quanto isso em General Severiano, o Glorioso alvinegro carioca vive uma semana de preparação para o primeiro jogo das semifinais da Copa do Brasil. A exemplo do Galo, o alvinegro deve melhorar o futebol que vem jogando, se não desejar ficar novamente pelo caminho na segunda mais importante competição nacional. Todos que viram o jogo da última quarta-feira, sabem que o Botafogo tem mais futebol do que o que apresentou contra o Galo, MUITO MAIS! Basta nosso querido Wellingol lembrar como se faz gol, Jorge Henrique se lembrar que ele tem mais habilidade que apenas a de cair em todas as divididas, Lúcio Flávio, Diguinho, Túlio e Renan manterem as boas atuações, Zé Carlos continuar jogando como jogou a ultima partida contra o Atlético MG e Alessandro voltar a jogar o que vinha jogando no carioca.

Vou estar, como sempre, torcendo pelo alvinegro carioca no jogo contra o Corinthians e espero sinceramente assistir a um bom jogo, já que o Timão vem melhorando seu futebol. Tudo vai ser posto a prova agora, são 180 minutos para ambas as equipes mostrarem a que vieram.

Ficha do jogo  

BOTAFOGO 2 x 0  ATLÉTICO-MG
Renan, Renato Silva, Andre Luis e Leandro Guerreiro; Túlio Souza, Túlio, Diguinho, Lucio Flavio (Túlio Souza) e Zé Carlos (Edson); Jorge Henrique e Wellington Paulista (Alexandro). Juninho, Coelho, Marcos, Vinícius e Thiago Feltri; Rafael Miranda (Gerson), Márcio Araújo, Almir (Vanderlei) e Petkovic; Marques (Renan Oliveira) e Danilinho.
Técnico: Cuca. Técnico: Geninho.
Gols: Zé Carlos, aos 9, e Alessandro, aos 47 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Renato Silva, Diguinho, Zé Carlos (Botafogo); Marcos, Petkovic, Thiago Feltri, Vinícius (Atlético-MG). Público: 17.985 pagantes. Renda: R$ 255.075,00.
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ). Data: 14/05/2008. Árbitro: Evandro Rogério Roman (Fifa/PR). Auxiliares: Milton Otaviano dos Santos (Fifa/RN) e Alessandro Álvaro Rocha de Matos (Fifa/BA).

Rodrigo Santos





E a zebra foi pro mato…

14 05 2008

Depois de vencer a zebra do campeonato por 5x1na primeira partida e praticamente carimbar o passaporte para as semifinais da Copa do Brasil, O Vasco foi a Maceió e derrotou o corinthians alagoano de novo, desta vez por 3×1. O time carioca aguarda a partida entre Inter e Sport para saber quem será seu adversário.

O jogo entre Vasco e Corinthians-AL foi marcado para as três horas da tarde, devido a ausência de refletores no estádio do time de Alagoas. Nelson Feijó, também conhecido como “Nelsão”, esteve lotado, e a torcida vascaína (muito forte nessa região) foi maioria.

Com isso, os cariocas se sentiram em casa, e desde o início da partida cadenciaram o jogo, administrando o resultado que lhes era muito favorável. Os alagoanos não pressionaram, mesmo assim levaram perigo ao gol de Tiago por duas oportunidades- ainda antes dos 20 minutos- obrigando o goleiro a fazer defesas difíceis. Porém, aos 22 do primeiro tempo, Edmundo tocou na frente pra Leandro Amaral que, tendo partido de antes do meio campo, aproveitou a linha burra da zaga adversária e saiu cara a cara com o goleiro. Deu um drible da vaca e sem dificuldades concluiu pra gol.

O Corinthians mal teve tempo de reagir, pois aos 27 minutos, Alex Teixeira recebeu na direita, invadiu a área e pedalou pra cima do zagueiro, depois só tocou com categoria no canto esquerdo do goleiro. Se ainda existiam dúvidas quanto a classificação vascaína, elas se acabaram com esse gol.

A partir daí o Vasco foi segurando o resultado, e o honrado time alagoano se preocupou apenas em jogar futebol; bom futebol por sinal. Talvez tenha sido uma tentativa dos jogadores de, quem sabe, projetarem seus nomes no futebol brasileiro. Essa é a maior graça da democrática Copa do Brasil!

foi assim durante todo o segundo tempo, que ainda teve Nil descontando para o Corinthians em cobrança venenosa de falta (pra mim, com falha do Tiago), e Rodrigo antônio ampliando para os cariocas nos acréscimos, apó mais uma assistência de Edmundo.

No fundo, todos já sabiam que era quase impossível o Vasco ser eliminado. Milagres como o do América do méxico não acontecem toda semana…

Na próxima fase o Vasco pega internacional ou Sport. Na primeira partida os colorados venceram por 1×0 no Beira-rio; jogam por um empate na ilha do Retiro. Do outro lado da chave, o corinthians(esse é o paulista mesmo) venceu o São Caetano e aguarda a definição do confronto entre Botafogo e Atlético mineiro.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS-AL 1 X 3 VASCO

Estádio: Nelson Feijó, Maceió (AL)
Data/hora: 14/5/2008 – 15h (de Brasília)

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)
Auxiliares: Belmiro da Silva (BA) e Adson Marcio Lopes Leal (BA)

Cartões amarelos: Pablo e Jorge Luiz (VAS); Rogérinho, Du, Reinaldo Alagoano, Nélio, Carlos Renato e Daniel (COR)
Cartões vermelhos: –

GOLS: Leandro Amaral, 22’/1ºT (1-0); Alex Teixeira, 27’/1ºT (2-0); Nil, 16’/2ºT (2-1); Rodrigo Antônio, 47’/2ºT (3-1)

CORINTHIANS-AL: Veloso, Maizena, Rodrigo (Éverton, 30’/2ºT, Wilson e Rogerinho; Carlos Renato, Du (Nil, intervalo) e Daniel; Fábio Neves, Serginho (Nélio, 17’/2ºT) e Reinaldo Alagoano. Técnico: Gilmar Batista.

VASCO: Tiago, Rodrigo Antônio, Luizão e Jorge Luiz; Pablo (Vilson, intervalo), Jonílson, Leandro Bomfim (Souza, 46’/2ºT), Alex Teixeira (Wagner Diniz, intervalo) e Madson; Leandro Amaral e Edmundo. Técnico: Antônio Lopes.

Fonte:Netvasco

Até mais!

Guilherme de Alencar