Procura-se …

24 06 2008

De mal com a rede.Mais uma derrota no brasileirão, o Botafogo parece ter se perdido após a final do Carioca, parecia que iria melhorar na Copa do Brasil mas as boas atuações das ditas “peças chaves” do elenco alvinegro não voltaram e perdemos a chance de sermos campeões perante o Corinthians, numa partida para ser esquecida e nunca mais mencionada por qualquer alvinegro que se preze torcedor do Botafogo. Com atuações no máximo pífias o alvinegro carioca amarelou na semi-final. Quando pensávamos que era levantar a cabeça e sacudir a poeira, o time consegue ir pior ainda no brasileirão. Onde Wellington Paulista deixou a habilidade? Alguém sabe? Em General severiano é que não foi, vinha sendo uma surpreendente contratação da diretoria, mas parece que a surpresa acabou, o churrasco esfriou e a cerveja chocou nessa festa toda, já não sei a quantos jogos que não marca, e pior ainda, não atua convincentemente, seria ele ainda merecedor da titular 9 do Glorioso? Não pensem vocês que a culpa é só do Wellington, Alessandro já poderia estar esquentando o banco do Engenhão a muito tempo, nunca achei que fosse sentir falta do traíra Joílson mas a coisa está tão feia que já estou até apelando pra essas peças esquecidas, o mesmo pode-se dizer do Dodô e do Reinaldo, bons tempos também aqueles com o André Lima, em que a única preocupação era a zaga e mesmo assim nem tanto. Agora a única coisa que NÃO preocupa é a zaga já que André Luís e Renato Silva vêm fazendo um trabalho de razoável pra bom e Castillo, que falhou na semi-final da Copa do Brasil, voltou a passar segurança para a torcida alvinegra. Pode-se também incluir nessa lista de boas atuações os meias Túlio e Diguinho que têm ajudado o glorioso a não perder de muito. Mas a partir do meio campo a história já muda, Lúcio Flávio parece não saber o que fazer com a bola, Carlos Alberto…é ele pode-se colocar na lista dos que estão em fase de adaptação, indo bem até, Wellington Paulista já foi mencionado e Jorge Henrique é outro que também aparenta estar perdido em campo, mas nesse tenho confiança que vai voltar a boa fase, Lúcio Flávio também, tenho fé nos dois. Já nos laterais, valha-me Deus, com a volta de Luciano Almeida as coisas pelo setor esquerdo irão melhorar, mas são duas as laterais e a direita já se tornou uma avenida.Ele Já deu o que tinha que dar.

Bebeto, peço encarecidamente, arranje um lateral direito, nem que seja das divisões de base. Qualquer coisa é melhor que o Alessandro. Ele começou bem, eu sei, mas convenhamos, já deu o que tinha que dar, junto com o Wellington Paulista, só isso que peço, um lateral decente e um atacante que MARQUE gols pelo menos! E tente segurar os jogadores, pague os salários, prometa mundos e fundos, mas não deixem depenar o Glorioso como no ano passado, as feridas de Dodô, Zé Roberto, Juninho, André Lima e outros, ainda estão abertas e não queremos mais esse sofrimento, eu sei que ser alvinegro é assim mesmo, que botafoguense sofre, mas não precisa ser tanto! Já está virando sado-masoquismo torcer para o Glorioso.

Temos confiança na diretoria, diferente de outros clubes, não nos faça perdê-la.

Força ao alvinegro!

Rodrigo Santos

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A Regra é Escura

10 06 2008

No último Domingo o Vasco perdeu para o Cruzeiro por 1×0 no Mineirão. O gol foi marcado por charles aos 26 do segundo tempo. O time mineiro está empatado com o flamengo com 13 pontos, na liderança. Os cruzmaltinos permanecem com 7.

O Cruzeiro jogou sempre no ataque e teve algumas oportunidades de marcar, o Vasco só se preocupou em defender. Por isso, podes considerar justo o resultado.

Mas, como todos sabem, no futebol não existe justiça e se não fosse um erro (ou não) da arbitragem o Vasco provavelmente teria voltado de Minas com um ponto na bagagem.

Aos 26 minutos do segundo tempo, depois de Tiago ter feito defesas difíceis-inclusive em um pênalti batido por Guilherme – o árbitro Wilson de  Souza Mendonça resolveu complicar a partida. Wagner, camisa 10 da raposa, de chute fraco de longe e o goleiro vascaíno amorteceu a bola com a mão, deixando-a no chão. Esperou o time sair por alguns segundos e pegou a bola do chão, quando, para sua surpresa, o juiz apitou, marcando tiro livre indireto da entrada da pequena área.

O time mineiro ensaiou bem a jogada e, com todos os jogadores vascaínos dentro da área, Charles achou um espaço no canto direito.

O lance que resultou no gol da vitória é um dos mais polêmicos dos últimos tempos, tanto é que o próprio juiz não sabia dizer o que havia marcado, ao término da partida. Por fim, através da opinião de vários árbitros e do presidente da comissão de arbitragem chegou-se a conclusão de que a infração teria sido maracada pelo goleiro ter encostado a mão na bola e depois tê-la pego de novo.

Basicamente, a regra diz que o goleiro só pode fazer isso quando realiza uma defesa, e no caso Tiago não defendeu a bola, apenas a escorou. Isso quer dizer que fica a cargo do árbitro julgar se o goleiro fez uma defesa ou não.

Lances como esse acontecem em todos os jogos e nenhum juiz marca. simplesmente porque não há necessidade. Não é um lance capaz de mudar o jogo e nem de cera pode ser chamado, já que o goleiro esperou o time sair e já iria repor a bola. Tudo isso em 6 segundos. Na verdade, suspeito que o juiz achou que a bola teria sido recuada para o goleiro, por isso acabou não dizendo o que tinha maracado. Depois do jogo – e de algumas ligações que provavelmente o salvaram – ele deu a sorte de haver uma regra (sem nexo, por sinal) que se encaixava na lambança cometida por ele. Aposto que lances iguais já passaram por ele sem serem percebidos, e se bobear, nesse mesmo jogo.

Enfim, esse lance mostrou como não é clara a regra do futebol. Cada dia mais o jogo está sendo decidido segundo a interpretação do árbitro, a ponto de agora eles decidirem também se o goleiro defendeu ou não a bola. Acho que as regras deveriam ser mais bem definidas, assim os erros de arbitragem poderiam diminuir.

Se o texto ficou confuso, me desculpe, mas foi apenas pra ser coerente com a arbitragem de Wilson Souza de Mendonça.

Saudações Vascaínas!

Guilherme de Alencar





Jeantes tarde do que nunca.

1 06 2008

Jean entra no 2º tempo e muda a partida da tarde de sábado.

Depois de ser eliminado pelo Sport, nos pênaltis, na semifinal da Copa do Brasil o Vasco demonstrou poder de reação e venceu o Grêmio por 2×1 em São Januário. Jogo válido pela 4ª rodada do brasileirão . Reinaldo marcou para os gaúchos e Jean (duas vezes) para os cariocas.

O time vascaíno precisou de muita superação para vencer a partida. Antes mesmo de seu início o vasco já deveria superar algo: o jogo do Sport e toda a trama envolvendo Edmundo, craque do time, nessa semana.

Após o apito inicial do árbitro o vasco se mortrou um time completamente sem rumo em campo. O Grêmio conseguia envolver facilmente a defesa adversária, que por sua vez, batia cabeça e se complicava sozinha. Resultado: aos 30 min Paulo Sérgio cruzou da direita e o zagueiro luisão só assistiu a Reinaldo cabecear com precisão no canto esquerdo de Tiago. O vasco ainda ameaçou uma vez outra em contra ataques, mas nada que assustasse o defensor da meta gremista.

como se já não bastasse o trauma da Copa do Brasil o Vasco precisaria superar o Grêmio em campo e virar a partida. Além disso, ainda haveria de aguentar as vaias da torcida.

No intervalo Antônio Lopes colocou Jean (como sempre), no lugar do apagado Morais. Quando o problema é superação ninguém melhor do que Jean para resolver. Com velocidade e muita vontade, Jean sempre entra pra dar aquele ânimo a mais à equipe. Mais uma vez ele conseguiu com que o Vasco mudasse de postura. O time da colina partiu pra cima com tudo em busca da virada.

Porém, dessa vez Jean fez mais do que motivar o time à partir pra cima: Logo aos 6 minutos do 2º tempo Leandro Bonfim dividiu com o zagueiro, a bola sobrou na entrada da área e Jean (que não é conhecido por boas finalizações) acertou um tirambaço no canto esquerdo do goleiro Vitor. Esse foi o primeiro gol sofrido pela boa defesa do Grêmio no campeonato.

Jean – e seus comandados – continuaram na missão de conseguir mais uma virada na história cruzmaltina. Até que aos 30 minutos Wagner diniz o presenteou pela vontade em campo. O lateral direito avançou pelo flanco e chegou a linha de fundo, próximo a área. Tocou para o atacante que, do meio da área, teve que finalizar duas vezes até botar a bola no fundo da rede.

Mais uma vez o vasco demonstrou porque é o “time da virada” e como possuir um Caldeirão é importante, até mesmo quando ele não está pegando fogo.

O vasco agora tem 7 pontos no campeonato e alcançou a 3ª posição, pelo menos até o início dos jogos desse domingo.

Após a partida Jean declarou que busca, desde o início da temporada, o status de titular da equipe vascaína. Quando entra costuma mudar o panorama da partida, ainda que nem sempre com gols. Quando Edmundo e Leandro Amaral estiverem aptos a jogar dificilmente Jean começara a partida.

Excluindo os dois, Jean é o atacante vascaíno melhor capacitado no momento. Mas acho que há algo que não faz muito sentido no futebol brasileiro: Atletas que começam jogando são definidos como titulares ; os que não começam, como reservas. A questão não é tão simples assim.

Tomo jean como exemplo, ele costuma render mais quando entra no segundo tempo do que quando começa jogando, no entanto ele é muito mais importante pro vasco do que Alex Teixeira ou Alan Kardec, que costumam começar jogando.

Um time não deve ser só 11 jogadores, mas sim o grupo todo. Como lopes mesmo disse, Jean é o 12º jogador vascaíno. Portanto, faz parte do esquema vascaíno Jean entrar na segunda etapa, não é uma questão de ser titular ou reserva, de ser pior que quem começa jogando. Tanto é, que muitos jogadores entram no decorrer de partidas e se tornam mais importantes que os “titulares”.

Mas isso já está inserido no futebol brasileiro, é uma questão de cultura. Na Europa os jogadores não costumam ser taxados de titulares ou reservas, e os técnicos começam com um ou outro jogando de acordo com a necessidade de cada jogo.

Acho que esse é um exemplo do que se deve copiar da Europa, não o formato de campeonato. mas, tudo bem, eu tenho consciência de as opções nos elencos brasileiros não são boas o suficientes para que haja esse tipo de rotação no plantel.

Saudações vascaínas!

Guilherme de Aelncar