Poupar ou não?
13 05 2008finalmente pude postar aqui, espero que seja o primeiro de muitos posts, e que os leitores opinem. Então vamos lá!
Uma questão que tem estado muito presente nas rodas de discussão sobre futebol - na TV ou no boteco ali da esquina - é a decisão de alguns treinadores de pouparem seus times titulares no campeonato Brasileiro.
Todo ano, quando o Brasileirão começa, tanto a Copa do Brasil como a Libertadores estão em fase decisiva, por isso, os treinadores dão prioridade a essas competições. Ouvindo a opinião de jornalistas conceituados , de diversos programas esportivos, cheguei a conlusão de que a maioria é contra a escalação de times reservas para poupar jogadores. Eles argumentam que tal atitude prejudica os espetáculos, e que os avanços nas técnicas de preparação física permitem aos atletas jogarem duas vezes por semana sem que haja sacrifício algum. Além disso, Garrincha, Nilton santos, Pelé, Tostão, Rivelino, Zico e muitos outros sempre jogaram três vezes por semana, numa época em que não existiam tantas condições de preparação.
Do ponto de vista do espetáculo, fica muito claro que o melhor seria os times jogarem com sua força máxima. Porém, para o treinador é difícil escalar o craque do time na primeira partida do campeonato brasileiro, sabendo que três dias depois ocorrerá um jogo de vida ou morte em competição tão importante quanto. Soma-se a isso, o fato de que o Brasileirão terá mais 37 rodadas e terminará em dezembro, e mesmo sendo ruim começar atrás, ainda haverá tempo pra se recuperar.
O ideal seria ajustar os calendários das competições disputadas pelos clubes brasileiros, enquanto isso não for possível espera-se que pelo menos os técnicos só poupem seus craques em ocasiões especiais.
E não deixem de conferir amanhã a cobertura das rodadas da Copa do Brasil e da Libertadores..até mais!
Guilherme de Alencar
Colocar time misto, na minha opinião, é bom, pois é uma oportunidade de os técnicos analisarem melhor seus elencos pois na abertura da janela européia no meio do ano, muitos times perdem jogadores e não têm peças de reposição.
Veja o caso do flu, a prata da casa que deu conta do recado e muitos desses servirão como opção para o restante do campeonato.
Claro que se o time não tiver elenco, não vale a pena pois podem ser pontos que farão falta no fim do campeonato.
SRN
Essa é uma discussão que se acendeu fortemente após a primeira rodada após a primeira rodada do campeonato brasileiro. E ela traz consigo uma questão que passa longe da maioria dos clubes brasileiros: planejamento.
Ora, se o FLUMINENSE, por exemplo, sabe desde junho que disputará Carioca e Libertadores e Brasileiro e Libertadores, deveria montar um elenco capaz de disputar duas competições simultameamente. Ao contrário, contratou o Leandro Amaral com um imbróglio jurídico e o Dodô com possibilidade de tomar um ganho imenso no caso do dopping da cafeína ministrada pelo Botafogo aos seus atletas.
Suspeita-se que o FLUMINENSE e o patrocinador, mais o patrocinador, desembolsavam cerca de 200 mil reais com o Leandro. São mais de 100 mil dólares. Um valor que traria dois jogadores com grande vontade e boa capacidade técnica.
Nessa questão do poupar ou não poupar, eis a questão, só não podemos comparar com a época de Pelé e Garrincha. A condição física não era imperativa à época. Na copa de 1970, um jogador corria cerca de 3km por jogo. Hoje, chegam a correr 14Km. Ou seja, se jogavam 3 vezes por semana, eram 9Km por semana. Longe dos 14Km de um só jogo, do século XXI.
Hoje a noite começaremos a saber quem continuará poupando jogadores no brasileiro: São Paulo ou FLUMINENSE.
Alexandre, concordo com quase tudo, exceto que ”não podemos comparar com a época de Pelé e Garrincha”.
com certeza se corria menos antigamente, mas os jogadores não tinham possibilidade de se condicionarem fisiamente como têm hoje. Eu acho que as coisas avançaram de forma proporcional: Os jogadores passaram a correr mais por se condicionarem melhor, e essa condição é que lhes deveria permitir jogar duas ou três vezes por semana. Além disso, tem a questão da alimentação, que hoje está muito mais ligada ao esporte que antigamente.